13.11.06
Apesar do contexto, é positivo.
Voltando da entrevista que fui dar na RBA de Televisão, sentei-me ao sofá e assistia ditraidamente ao Jornal Nacional, na Rede Globo de Televisão quando me chamou a atenção o início de uma série de reportagens a respeito da Educação Física no Mundo. A matéria de hoje, 13 de novembro, falava da China. Bem interessante...e mais interessante ainda a preocupação da maior empresa televisiva do Brasil com a Educação Física. É perceptível o trabalho da emissora em encampar as crianças através de seus professores, à idéia dos Jogos Pan Americanos que acontecerão no Rio de Janeiro no ano que vem e que custaram um preço altíssimo para serem transmitidos. E mais do que isso: não tem sido organizado da maneira adequada, inclusive com falhas gravíssimas no orçamento do projeto, exigindo muuuuuiiito mais dinheiro público que se imaginava para um legado nem tão grande assim. Mas apesar deste contexto, pra defesa da Educação Física e para nós profissionais de bem que confiamos nela, é melhor do que nada.
11.11.06
Entrevista
Caros Amigos!
Na próxima segunda-feira, dia 13, estarei na Rede Bela Aliança de Televisão, dando uma entrevista no Programa "Painel Esportivo", com o apresentador Marcelo Flausino, tratando da Política Municipal de Esportes de Pouso Redondo. O programa começa às 18:30 h. e tem transmissão ao vivo para a região do Alto Vale do Itajaí.
Na próxima segunda-feira, dia 13, estarei na Rede Bela Aliança de Televisão, dando uma entrevista no Programa "Painel Esportivo", com o apresentador Marcelo Flausino, tratando da Política Municipal de Esportes de Pouso Redondo. O programa começa às 18:30 h. e tem transmissão ao vivo para a região do Alto Vale do Itajaí.
28.10.06
A campanha do São Paulo
Há pouco tempo atrás teci um comentário no blog da jornalista e vereadora de São Paulo, Soninha, tratando dos, então naquele período, maus resultados da equipe do São Paulo, quando perdeu a final da Taça Libertadores da América e a Recopa Sul Americana, além de alguns empates no Campeonato Brasileiro. Minha opinião sugeria que o planejamento do tri campeão mundial, um clube desportivo de alto rendimento e muito organizado, previa um pico de rendimento na final da mais importante competição sul americana, o que de fato aconteceu, apesar de não vencer nenhum dos dois jogos. Naturalmente (os profissionais de Educação Física que trabalham com esporte de alto nível devem saber disso), haveria uma queda de rendimento condicionada ao planejamento técnico e físico aliada ainda à questão psicológica. Complementei meu pensamento opinando que provavelmente o líder São Paulo cresceria nos últimos dez jogos do "Brasileirão", rodadas que definiriam o campeão. Hoje o segundo colocado está há sete pontos de distância e eu ainda relaciono este desempenho são paulino ao seu planejamento e que talvez não as derrotas, mas a queda de qualidade estava nos planos da equipe mais consistente do Brasil em termos de gestão. O São Paulo vencerá a competição, para descontentamento dos que não gostam do campeonato em pontos corridos e dos que não acreditam que projetos e planos possam dar resultado.
21.9.06
POLÍTICAS PÚBLICAS DO ESPORTE
Na construção de meu conhecimento quanto a Gestão do Esporte, tenho cada vez mais concluído que, as direções que uma Política Pública de Esportes pode tomar são compostas de variáveis essenciais e nem sempre tão evidentes assim. Isso para as instituições públicas que tem uma política, um caminho, um norte. Neste critério já eliminamos a maioria delas para o prosseguimento da discussão. Encontramos uma variável que é o conceito sobre o que, de fato é esporte público e quais são suas prioridades...para alguns, agente transformador da sociedade...para outros o marketing embutido no esporte de rendimento...para outros ainda a otimizaçào da saúde...bom, tem de tudo. E como e quanto, a cultura da população local pode influenciar o sucesso ou não das idéias desenvolvidas? O que quero levantar (talvez de forma confusa) é que cada política pública deve se adequar às suas necessidades. E volto a frisar: isso não está tão claro assim para a maioria dos dirigentes esportivos e muito menos para a sociedade. Acredito que deva haver uma conscientização das pessoas de que esporte público é diferente de esporte privado. Os objetivos são distintos. Porém é inegável que a existência e consistência dos dois segmentos fortalecem o esporte. Um depende muito do outro. As ações paralelas dão um tom de maior oferta do esporte, mais opções e conseqüentemente um maior número de praticantes, contribuindo para qualquer um dos conceitos de Política Pública. Essa amplitude desportiva pode gerar uma adequação natural do pensamento da entidade, pois com muitas atividades, mais transparente ficará a parte que cabe ao esporte público.
18.9.06
O "case" Carlos Barbosa.
Há mais ou menos 2 anos eu conversava com o Professor Kelvin Nunes (da Faculdade de Educação Física Bom Jesus Ielusc e ex-técnico da equipe de Basquete Masculino de Joinville) sobre os direcionamentos que eu daria ao esporte de Pouso Redondo-SC, caso posteriormente eu assumisse o posto de dirigente municipal (o que aconteceu em 2005) e ele me citava alucinado como o município de Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, com menos de 30000 habitantes possuía uma química fantástica com o desporto. À época, a Associação Carlos Barbosa Futsal era o melhor time do mundo de Futsal e apesar de ser um feito incrível para uma cidade daquele porte, era a única coisa que eu conhecia sobre aquela cidade. Mas, defendendo sua teoria, Kelvin exaltava que as outras modalidades desenvolvidas lá eram respaldadas e ofereciam respaldo ao Futsal, construindo uma interdependência que eu não imaginava e não ouso tomar como regra. Ontem, 17/09/2006, a ACBF conquistou o título da Liga Futsal Masculina e o que eu desejo com este texto é despertar a curiosidade dos leitores para a curiosa trajetória do município gaúcho no esporte de uma forma geral. É bom salientarmos que a empresa TRAMONTINA é o maior pilar destas atividades e a forma como as empresas participam de realizações e empreendimentos esportivos é um tema que nós ainda vamos debater.
Obrigado!
Este blog completou uma semana com 52 comentários. Quero agradecer a todos que leram e/ou comentaram e suplicar que continuem participando. Vamos todos engrandecendo nossos conhecimentos!!!
14.9.06
UTOPIA?
Trabalhando em instituições privadas e públicas, identifiquei uma questão que me aflige demais. A ausência de um trabalho interdisciplinar. E nem estou tratando de um segmento específico do Esporte, como o Rendimento, sempre o primeiro a ser lembrado. Eu poderia enumerar vários profissionais. Fisioterapeutas, Psicólogos, Pedagogos, Publicitários, Médicos e muitos outros. Às vezes na busca de realizar um trabalho com excelência, me sinto órfão, parece que faltam ferramentas para que tudo fique redondo. O que me deixa mais aflito ainda é perceber que as pessoas que dirigem as instituições não tem a menor idéia da importância de trabalhar as questões com profissionais especializados e com pontos de vista de de distintos ângulos. O respaldo e a segurança que os atletas, alunos e praticantes do esporte de uma forma geral teriam, daria ao esporte o status que merece em sua verdadeira missão: qualificar a vida das pessoas.
12.9.06
MALES QUE VEM PARA O BEM!
Após acompanhar algumas matérias relacionadas às conquistas da Liga Mundial e do Grand Prix pelas Seleções Brasileiras Masculina e Feminina de voleibol respectivamente e da realização do Campeonato Mundial de Basquete Feminino no Brasil, percebi colocações que prestigiaram estes êxitos e que seguidamente aos elogios dirigiam críticas à Seleção Brasileira de futebol, comparando o desempenho desta com as das outras modalidades e destacando que os méritos estavam no comprometimento que os/as atletas demonstraram. Pessoalmente, discordo. O voleibol vem de um planejamento de pelo menos, uns vinte anos. Nesta década, ganhou quase tudo. O selecionado do futebol (a organização do futebol como um todo no país), não tem planejamento. Tem qualidade técnica, mas não tem um acompanhamento gradual...de longo prazo. Monta-se um excelente time de peças individuais e os demais pilares de uma equipe são tratados como meros detalhes. O aspecto técnico do voleibol é pensado. Desenvolve-se num trabalho interdisciplinar um movimento em torno de de um objetivo. Tem seus devaneios de gestão e desconfianças sobre a honestidade de seus dirigentes assim como no futebol, mas não há dúvidas de quem evoluiu mais. O basquete e outras modalidades também ganharam mais espaço. Deve ser pelo grande número de órgãos de imprensa que já têm adquiridos os direitos de transmissão dos Jogos Panamericanos. Mas acho que a campanha do Brasil na Copa do Mundo de Futebol colaborou. Seja por quaisquer motivos, eu estou muito contente com a abertura das cabeças de nosso povo para os outros esportes. Pode ser um aperitivo para quem sabe, um dia expandirmos nossos conceitos também para outros temas como a política e a religião, percebendo que quanto mais nos informarmos maior será o número de informações que nos será interessante. quem sabe, um dia não seremos o país da esgrima, ginástica rítmica, etc....